Em 2005, Rodrigo Fischmann, Diogo Brochmann e Felipe Kautz resolveram levar o sonho adolescente de “viver de música” a sério. Dez anos depois, a Dingo Bells lançou o seu primeiro disco: “Maravilhas da Vida Moderna”. 

Financiado pelos fãs via Catarse, o álbum, que mistura influências do rock setentista com pop alternativo, ganhou visibilidade nacional ao retratar, de forma leve, temas que todos nós jovens compartilhamos: crises existenciais, rotina, stress, futuro profissional e tantas outras tretas do início da vida adulta.

Dingo Bells 02 - ph Rodrigo Marroni

Foto: Rodrigo Marroni

O incrível “Maravilhas da Vida Moderna” acaba de fazer 1 ano e desde lá MUITA coisa mudou para o trio gaúcho. Batemos um papo com o baixista Felipe Kautz pra entender melhor esse momento da banda.

AH, E NÃO ESQUECE: dia 27 de abril, os caras vão quebrar tudo na inauguração da nova loja Youcom do Shopping Iguatemi, em Porto Alegre! Cola lá a partir das 18h.

Como vocês se sentem sendo considerados uma “banda revelação” quando estão há tanto tempo trabalhando juntos?

“A gente fica muito feliz que o nosso som esteja alcançando outros lugares e cada vez mais pessoas. Nosso objetivo ao lançar o disco sempre foi esse. Me parece natural que a banda seja vista como revelação, pois o Maravilhas (…) é nosso primeiro disco e é a primeira vez que trabalhamos nacionalmente na divulgação de um trabalho completo.”

O “Maravilhas da Vida Moderna” completa 1 ano agora em abril. O que mudou desde o lançamento do primeiro disco de vocês?

“Muita coisa rolou ao longo desse último ano, tem sido incrível! Tocamos em diversos lugares pelo Brasil, participamos dos nossos primeiros grandes festivais como o Planeta Atlântida e o Lollapalooza, lançamos videoclipes e fizemos shows memoráveis.”

Dingo Bells 03 - ph Rodrigo Marroni

Foto: Rodrigo Marroni

Vocês escolheram um sítio para pré produzir o disco. Como foi criar um álbum que fala sobre as maiores angustias da vida moderna (trânsito, trabalho, stress, rotina) justamente longe desse ambiente caótico que o álbum retrata?

“Acredito que ter ido ao sítio foi muito positivo. Muitas músicas foram desenvolvidas e finalizadas durante esse período. Fora o isolamento e a concentração de energia que rolou nesse processo, a mudança de perspectiva foi bem importante para falar sobre esse estilo de vida urbana. Às vezes, o melhor jeito de observar é se afastando, então foi isso que nós fizemos.”


Dingo Bells 01 - ph Rodrigo Marroni

Foto: Rodrigo Marroni

Da banda de colégio até o “Maravilhas da Vida Moderna”, a sonoridade de vocês mudou bastante, e as influências também devem ter mudado. Vocês carregam algum guilty pleasure desse tempo todo de banda?

“Nós somos amigos de infância que começaram a tocar juntos relativamente cedo. De lá pra cá, os gostos e interesses musicais foram mudando bastante. Nós tocamos bastante rock clássico durante a escola, como Pink Floyd e Led Zeppelin, que a gente adora, mas é algo que já não faz mais parte do nosso dia-a-dia há bastante tempo.”

E se, mesmo depois de tanto tempo juntos, esse for só o começo?

“Conhecemos muita gente de vários lugares do país que têm recebido a banda de peito aberto, que têm levado o som adiante a cantado com a banda nos shows. Isso é maravilhoso! Fora isso, o live tem sido cada vez melhor de fazer, estamos cada vez mais à vontade com o repertório e com a recepção do pessoal. E, sim, é só o começo. A Dingo Bells ainda tem muito chão pela frente!”

Quais são as maiores influências de vocês hoje em dia?

“No nosso primeiro disco a gente carrega bastante influência de Steely Dan, Clube da Esquina, Chic, Talking Heads, Sondre Lerche, Caetano Veloso, Fleet Foxes, entre outros.”

Quer saber quais outros artistas influenciam o som da banda? Eles prepararam a playlist Dingo Bells Jukebox indicando os sons mais legais que descobriram nos últimos tempos. Corre pra Rádio Youcom! Nos vemos no show 🙂

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