Eles não cobram ingresso pra fazer você desestressar depois de um dia longo de estudos ou trabalho. As bandas que tocam nas ruas das principais cidades do Brasil arrancam sorrisos de quem passa e ajudam a ressignificar a forma como nos relacionamos com as ruas. Eles viram personagem do cotidiano de muita gente ao preencher com sons que vão além das buzinas, e não poderiam deixar de protagonizar um post no nosso blog também 🙂

1. O Grande Grupo Viajante

O Grande Grupo Viajante surgiu em 2013 da fusão de ritmos brasileiros, africanos, latino-americanos e da vontade dos integrantes da banda de fazer com o que o público viajasse musicalmente por diferentes culturas. Para eles, quando se fala de público, se refere a quem estiver passando na rua, independentemente de idade ou profissão. A ideia do grupo é levar seu som ao maior número de pessoas possível.Hoje, a banda toca apenas na rua, tem dois discos no currículo, mora em um espaço cultural incrível, a Casinha Mooca, e é presença confirmada no evento E Se Essa Rua Fosse Sua?, da Youcom 🙂

2. Mustache e os Apaches

A Mustache e os Apaches já tem 4 anos de estrada e, digamos assim, não é muito chegada em um palco. Desde que a banda surgiu, lá em 2012, os caras tocam o seu folk jazz ou bluegrass nas ruas de São Paulo – e quando não usam a rua como palco, fazem shows em lugares fechados, mas com entrada franca. Foi assim que eles ganharam uma turnê de 30 dias com 20 shows pela Europa, gravaram dois discos de estúdio e já tocaram no mainstream Altas Horas.

3. Sax in the Beats

Levando o “A gente não quer só comida. A gente quer comida, diversão e arte”, dos Titãs, a sério, a Sax In The Beats nasceu pra levar entretenimento e boa música para a população acelerada e workaholic de São Paulo. A dupla, formada por um Cavalo e um Panda, quebra a rotina dos habitantes da capital paulista com shows onde rola muita encenação e até mesmo comédia. É bem legal!

4. Dom Pepo

A história da Dom Pepo, de Belo Horizonte, começa, literalmente, na rua. A banda ganhou espaço nas jornadas de junho de 2013, quando jovens de todo o país tomaram as ruas contra o aumento das passagens de ônibus. Durante as manifestações, a banda fez diversos shows em um viaduto famoso da cidade e acabou ficando conhecida. O legado de 2013 vingou e até hoje eles estão na ativa. No maior estilo “paz, amor & música”, eles misturam soul music, rock, MPB e psicodelia levando ~good vibes~ pras ruas de BH.

6. O Bardo e o Banjo

Da mistura da música irlandesa com a música country americana nasce o bluegrass nos Estados Unidos dos anos 1940. O que isso tem a ver com as bandas de rua brasileiras? Tudo. Enchemos mais de uma mão se pararmos pra contar quantas bandas incríveis tocam o gênero à céu aberto em terras tupiniquins. Uma delas, e uma das mais maravilhosas, é a O Bardo e o Banjo. A música alegre do grupo faz com que o público interaja com a banda na rua ou nos palcos. Porque sim, eles já tocaram no Lollapalooza Brasil e Psicodália, mas nunca abandonam o instinto de estar na rua pertinho de gente e das mais diversas reações, que só a rua deixa acontecer.

7. Picanha de Chernobill

Picanha de Chernobill. Logo de cara – ou de som, você não vai esquecer dessa banda. Os gaúchos que tem esse nome peculiar também carregam um som diferente no currículo: uma mistura do blues americano com a viola brasileira, típica do sertanejo de raiz, uma pitada de baião nordestino, bandolim e ainda riffs de guitarra. Pra completar a mistura de culturas, eles são de Porto Alegre, mas hoje moram em São Paulo, onde fazem shows ao meio-dia e no final da tarde. Quando e onde? Segue eles nas redes sociais e sai em uma caçada pela cidade 🙂

8. Chaiss

Chaiss não é uma banda com músicos, composições e setlists fixos. O projeto paulista, antes de mais nada, é movido pelo improviso, pela possibilidade fazer música livre, seja ela nas ruas de São Paulo, no ônibus ou no metrô em horário de pico. Dentre os projetos da Chaiss, está o ”Chaiss na Mala”. O duo paulistano formado por Fábio de Albuquerque e Robson Ashtoffen une um kit de bateria que viaja em uma mala de viagem e um saxofone, e isso é tudo o que eles precisam pra fazer a mágica que você vê no vídeo abaixo.

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