É fato: filmes que contam história de bandas – sejam elas fictícias ou não – são sucesso de público. Afinal, quem não tem curiosidade de saber como uma música foi escrita ou das tretas que rolam nos bastidores dos shows? Além disso, quando as músicas certas são colocadas nos momentos certos dos filmes, tanto a cena quanto a música ficam por muito mais tempo girando em looping na nossa cabeça.

Duro é quando as bandas são fictícias e nós não temos a oportunidade de extravasar todo o amor que sentimos por aquela trilha em um show. Pensando nisso, criamos uma lista contando porque nossos grupos fictícios favoritos deveriam sair da telona direto pra uma turnê:

1. Escola de Rock (Escola de Rock, 2003)

Quem disse que rock e criança não combinam? Em 2003, Richard Linklater, que também é diretor de Boyhood e da trilogia Antes do Amanhecer, quebrou esse tabu em um dos trabalhos mais divertidos da sua carreira: o queridinho Escola de Rock.

Estrelado pelo Jack Black, o filme conta a história de um rockeiro que é expulso da sua banda e começa a trabalhar como um falso professor substituto pra ganhar um grana. Eis que ele enxerga nos alunos a possibilidade de formar uma banda, e aí a magia do filme acontece…

homework school

Que filme incrível, que crianças talentosas. E não, não foram usados dublês em Escola de Rock. Rolaram audições rígidas para os papéis e todos os membros da banda já tocavam instrumentos antes de entrar pro elenco do filme. Aqui vai um spoiler da potência dessa little band junta. Com direito a backing vocals, iluminação personalizada, groupies, estilista, produtora e até mesmo seguranças (quem viu o filme vai entender):

2. Stillwater (Quase Famosos, 2000)

Que jornalista cultural não adoraria ser convidado pra cobrir a turnê de uma super banda de rock, e ainda ter seu material publicado na Rolling Stone? Bom, foi exatamente isso que aconteceu com Cameron Crowe, o roteirista e diretor de Quase Famosos, quando ele tinha apenas 15 aninhos e ligou pra revista fazendo voz grossa pra descolar o seu primeiro trabalho como jornalista.

As histórias que ele viveu nos bastidores dessa e de outras reportagens que produziu ao longo dos anos 1970 estão reunidas no filme. Pra não citar os envolvidos nos bafos, o diretor criou um grupo fictício chamado Stillwater: uma mistura de Led Zeppelin com Lynyrd Skynyrd:

O filme também conta com a groupie mais lembrada da história do cinema: Penny Lane, interpretada pela linda Kate Hudson <3

Kate Hudson

3. The Starlighters (De Volta Para o Futuro, 1985)

Não é a toa que “De Volta Para o Futuro” é uma das trilogias mais amadas do cinema. É genial a forma como a série consegue brincar com fatos históricos usando o recurso de viagem no tempo. E é claro que eles não iam deixar de mexer na história da música também.

No primeiro filme da série, Marty McFly volta dos anos 1980 para os anos 1950 para tocar com os Starlighters e quebra tudo com um solo de guitarra nunca ouvido naquela época. A música escolhida foi “Johnny Be Good” que, de acordo com a série, veio a inspirar a gravação da música do Chuck Berry, de 1958. A pergunta que fica é: se o Marty McFly conhecia a música nos anos 1980 e por isso tocou o som nos anos 1950, inspirado no que Chuck Berry faria anos depois, quem inventou o som? Pensa aí, enquanto vê o clipe divertidíssimo da música:

 4. Sex Bob-Omb (Scott Pilgrim Contra o Mundo, 2010)

Junte a estética dos games e das histórias em quadrinhos com o humor nerd e inteligente dessas linguagens e você terá a banda fictícia mais irada dos últimos tempos: a Sex Bob-Omb. Além de possuir todas as características que a gente acabou de citar, o trio é um dos únicos que utiliza a música como ferramenta de defesa. É através do som que, muitas vezes durante o filme, eles conseguem combater vilões.

Scott

E se Scott Pilgrim saiu dos quadrinhos e foi parar nas telonas, por que a Sex Bob-Omb não pode virar realidade também? 😉

 5. Gretta’s Band (Mesmo Se Nada Der Certo, 2014)

Mark Ruffalo, Keira Knightley, Adam Levine e música no MESMO filme? É pra nos matar do coração! O melhor é que esse encontro aconteceu de verdade em Mesmo Se Nada Der Certo, de 2014.

begin again

O filme é um amor e conta a história de um produtor frustrado que, depois de ser demitido, vai beber em um bar e dá de cara ou ouvidos  com uma garota tímida que só estava cantando ali porque seu melhor amigo a obrigou. Até aí o filme soa como qualquer outro de sessão da tarde, mas a gente JURA que ele é muito mais do que isso. Uma prova disso tá aqui:

 6. The Soronprfbs (Frank, 2014)

Frank conta a história de John, um garoto que sonha em ser tecladista e compositor de uma super banda. Por acidente, ele tem a oportunidade de tocar com os The Soronprfbs. A banda é liderada por um cara imagético: Frank, que usa uma cabeça gigante artificial e não tira ela nem mesmo pra comer, tomar banho ou dormir. Louco, né?

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Se a história do filme já é interessante, os bastidores dela são ainda mais. O filme foi baseado na vida do Chris Sievey, um músico e comediante inglês da banda The Freshies que fez shows e peças usando uma máscara igualzinha à do filme. O papel do Frank foi escrito pelo Johnny Depp e as músicas presentes no filme foram gravadas TODAS ao vivo no Festival SXSW, que também serviu de cenário pro longa.

 7.  Llewyn Davis (Balada de Um Homem Comum, 2013)

Llweyn Davis, protagonista de Balada de Um Homem Comum, pode não ser um dos personagens mais simpáticos do cinema, mas se ele tivesse existido poderia muito bem ter competido com Bob Dylan ou qualquer outro grande nome da música folk dos anos 1960. Isso se ele não tivesse colecionado inimigos, feito as escolhas erradas e tido muito azar.

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Tá, você deve estar pensando que esse filme é só desgraça, mas é mesmo. Ele mostra como nem todo artista começa lá embaixo, se torna famoso e tem que lidar com a fama. Aqui é vida real! E, pra amenizar, rolam sons incríveis, como esse aqui:

Diz aí nos comentários, qual é a sua favorita? 😉

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