Quantas vezes você já ouviu que “não se faz mais música como antigamente”? Ou que o rock feito pelos  Mutantes, Cazuza e Barão Vermelho morreu? Bom, pode até ser que a forma como a música de hoje em dia é produzida não corresponda à da época em que estas bandas fizeram sucesso, no entanto, ainda existe no cenário brasileiro uma quantidade grande de bandas que fazem o rock nacional respirar. E não é sob aparelhos. Ele vai muito bem, obrigado.

Enterrar o rock no mês do Dia Mundial do Rock não vai ser com a gente, e nem com essas bandas brasileiras que lançaram ou ainda vão lançar álbuns esse ano:

1. INKY

“This is not electro. This is rock’n’roll”. (“Isso não é música eletrônica. Isso é rock’n’roll”). É assim que a Inky se descreve nas redes sociais. O que diz (quase) tudo sobre a banda, que ficou conhecida por misturar rock alternativo e música eletrônica no seu disco de estreia, o Primal Swag, de 2014.

INKY

O som orgânico, pesado e até às vezes esquizofrênico – no sentido de não conseguir se decidir entre eletrônica e rock – volta em 2016, para nossa felicidade. Os paulistanos prometem lançar o segundo disco até o final do ano. E já tá rolando spoiler: o single “Parallax”.

2. O Terno

Os garotos do Terno já são velhos conhecidos nossos. Eles já tem dois discos INCRÍVEIS no currículo: “66”, de 2012, e “O Terno”, de 2014. Foram apadrinhados por ninguém mais, ninguém menos que Tom Zé, tocaram no Lollapalooza e no Primavera Sound. Mas, infelizmente, ainda tem muita gente que não conhece a banda 🙁

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A banda lança disco novo em setembro, e prometem MUITO róóóque (estamos ansiosos pra que o disco vá parar na trilha da Youcom). Mas enquanto esse dia não chega, a gente dá play no clipe de “Ai, Ai Como Eu Me Iludo”, lançado esse ano, que é um amor e foi protagonizado por uma das maiores pedradas da banda!

3. Não ao Futebol Moderno

Curte a vibe de Mac DeMarco, Real State e Beach Fossils? Então você provavelmente irá adorar o som da Não ao Futebol Moderno. Os gaúchos, assim como os artistas que os inspiraram, sabem misturar muito bem o shoegaze dos anos 1990 com guitarras psicodélicas, vozes ecoadas e uma produção lo-fi que dá todo um charme nostálgico pras músicas.

Não Ao Futebol Moderno - Promo 2015

O primeiro disco da banda de Porto Alegre recém saiu do forno, se chama “Vida Que Segue” e tá só esperando o seu play!

4. Catavento

Na mesma vibe psicodélica, retrô, com um som produzido propositalmente pra parecer sujo, arranhado, a Catavento é outra banda gaúcha que merece a sua atenção. Os garotos lançaram o primeiro disco, “Lost Youth Against The Rush”, em 2014, e chegaram a fazer uma tour pelo Brasil a bordo de uma kombi pra divulgá-lo <3

Catavento

Em agosto, eles lançam o segundo disco: “Chá”. Eles já vazaram as músicas “Plantinha”, com participações especiais dos incríveis da Tagore, e também o single “City’s Angels” que ganhou um clipe bem legal 🙂

5. Cabana Café

A Cabana Café é dona de um dos melhores discos brasileiros de 2016 (até agora). Os paulistas lançaram “Moio”, antecessor de Panari, de 2013, no começo do ano e ganharam nossos corações e ouvidos um um disco feito sob medida pra ser por hora experimental, em outros momentos pop. No meio disso tudo, ainda há espaço para a psicodelia guiada por guitarras distorcidas e sintetizadores flutuantes e até pro funk americano, representado por rifes de guitarras incríveis.

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Nós amamos a sonoridade da banda, mas um fator que nos aproxima AINDA mais do som da Cabana Café são os cenários urbanos, temas efêmeros e personagens “comuns”, que qualquer um poderia conhecer, que dão vida as letras das músicas. Essas são pra cantar à todos os pulmões!

https://soundcloud.com/balaclavarecords/sets/cabanacafe-moio2016

6. Jonathan Tadeu

Jonathan Tadeu é fotógrafo, videomaker e ainda tem tempo pra participar do coletivo Geração Perdida, um grupo de músicos, escritores e artistas visuais mineiros que produzem arte colaborativa. Mas, acima de tudo, ele é apaixonado pela filosofia “Faça Você Mesmo”, o “Do It Yourself” ditado pelos punks nos anos 1970.

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A prova disso é que ele gravou, compôs, arranjou, produziu, fotografou e fez o projeto gráfico do seu primeiro disco, “Queda Livre”, lançado em maio desse ano. O disco é lo-fi REAL, não por estilo, mas por ter sido gravado todo por Jonathan. Por fim é importante dizer que o álbum é lindo demais e lembra a mistura de rock e folk feita pelo Sufjan Stevens em “Carrie & Lowell”, do ano passado. Vale muito a pena ouvir.

E aí, alguma entra para as suas playlists? 🙂

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