Já faz 29 anos que uma semana do mês de março é SUPER especial para os moradores de Austin, no sul dos Estados Unidos. O motivo? É por lá que rola o South By Southwest, mais conhecido como SXSW, um festival que une tudo que há de novo na moda, design, cinema, tecnologia e música.

SXSW

E se engana quem pensa que o evento não bate o line up de gigantes como o Glastonbury, Coachella e Lollapalooza. Só nessa última edição, que rolou entre os dias 15 e 20 de março, mais de 2 mil bandas desembarcaram no Texas pra fazer shows. O mais legal nisso tudo é que, como o foco do evento é a inovação, é comum que bandas novas que passam pelo festival bombem depois. Em 2015, o grande nome foi Leon Bridges. Aqui vão os nossos 6 palpites desse ano:

1. Hinds

No ano passado, as garotas do Hinds se tornaram a banda que TODO MUNDO quer andar junto. Elas já dividiram o palco com The Strokes, The Libertines, Mac DeMarco e foram a PRIMEIRA banda espanhola a pisar em um palco principal do Glastonbury.

Toda essa atenção é resultado do som INCRÍVEL que elas fazem – tanto em estúdio como ao vivo! “Leave Me Alone”, debut que foi lançado em janeiro, mistura psicodelia, guitarras sujas cheias de distorção, camadas e efeitos com as vozes doces das vocalistas Carlotta Cosias e Ana Perrote. Pra completar, elas são PURO estilo e atitude. É difícil não gamar…

Hinds

2. Bibi Bourelly

Bibi Bourelly até pode passar despercebida pelo nome, mas de coadjuvante ela não tem nada: a alemã compôs a DESTRUIDORA “Bitch Better Have My Money”, da Rihanna, já fez parcerias com Usher, Lil Wayne e Selena Gomez, e está prestes a lançar o seu primeiro disco solo! Se com os singles “Riot”, “Ego” e “Sally” ela já ganhou uma baita atenção, imagina como vai ser depois? Bibi, lança logo o álbum porque a gente tá MORRENDO de curiosidade!

Bibi Bourelly

3. Sofi Tukker

Quando o grude “Drinkee” viralizou no Spotify, o Sofi Tukker logo se tornou uma incógnita. Afinal, o duo é formado por uma alemã e um americano e as músicas são cantadas em português? Fomos atrás da história deles e descobrimos que Sophie Hawley-Wied é fã do Brasil e que a letra da música vem do poema “Relógio”, escrito pelo poeta carioca Chacal nos anos 1970. Incrível, né?

Eles já lançaram mais duas outras músicas: “Matadora”, também em português, e “Hey Lion”, em inglês, mas ambas tem uma forte influência de ritmos latinos e africanos. Infelizmente, o EP da dupla só chega no final do primeiro semestre. O que será que eles vão inventar dessa vez?

Sofi Tukker

4. Lapsley

Imagine a união entre The XX e Adele: Holly Lapsley é essa mistura e MUITO mais. Aos 19 anos, a britânica estreia com um álbum de gente grande, munido de letras confessionais, minimalistas e delicadas. Some isso a influências incríveis que vão da música clássica a Grimes e Caribou e entenderá porque ninguém tirou os olhos da britânica no SXSW.

lapsley

5. Kelela

Kelela começou a ganhar espaço na gringa em 2013 quando liberou a mixtape “Cut 4”, mas foi só no final do ano passado que a americana prendeu a atenção dos brasileiros.

Acontece que o projeto 20Before2016 da Red Bull lançou um remix da música “Rewind” feito pelo MC Bin Laden e produzido por DJ Ferreira. E foi tiro e queda, o R&B dançante da californiana bombou em terras tropicais e solo americano também! A americana deu MUITO o que falar no SXSW esse ano. E já foi parar na Rádio Youcom 🙂

kelela

6. Jack Garratt

Com dois EP’s no currículo e um álbum recém lançado, Jack Garratt é um dos nomes para você ficar de olho esse ano. O londrinho é dono de um estilo único, que tem como base o electropop mesclado com hip hop, soul e até mesmo blues.

O que mais chama atenção nos seus shows é o fato dele ser multi-instrumentista e usar o efeito “looping” nas apresentações. Olha só como funciona, é incrível:

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