MANO DO CÉU, depois de meses e meses de espera nesse final de semana (FINALMENTE) rolou um dos festivais de música mais incríveis: o Lollapalooza 2015. <3

A nossa paixão ardente por festivais todo mundo já conhece. Só que com o Lolla o coraçãozinho bate ainda mais forte porque a cota de coisas espetaculares não tem fim. Então, se você é um dos sortudos jovens que embarcou nesta aventura musical vem relembrar alguns dos melhores momentos e compartilhar com a gente algumas certezas que ficaram pós-festival.

(OBS.: se você não foi um dos sortudos fique feliz pelo amiguinho e leia o post igual porque vai você querer: 1. morrer porque não foi. 2. ter certeza de que o Lolla é mesmo demais e 3. se organizar desde já pra ir no próximo.)

lollapalooza

1. Robert Plant é imortal

Tio Plant provou que clássico é clássico. Ao reunir com maestria músicas da carreira solo com as eternas pedradas do Led Zeppelin, a lenda se fez viva (e como!). O cara mostrou que ainda tá com tudo em cima pra mandar ver num festival. Os arranjos diferenciados pros clássicos deixaram claro que Plant tem novas referências musicais, mas sem ignorar seu passado como o líder de uma das maiores bandas de todos os tempos.

Acompanhado pelos caras incríveis do The Sensational Space Shifters, sua banda de apoio, o show começou com Babe I’m Gonna Leave You (insira lágrimas nos olhos aqui) pra já deixar avisado que fortes emoções estariam por vir. E vieram. Um dos ambulantes vendendo cerveja resumiu tudo: “Nunca achei que ia viver pra ver isso! Que showzaço!”.

1 Robert Plant é imortal

2. A nova geração do rock é f*da

Clássico é clássico, mas os roqueiros mais novos também marcaram presença nessa edição do Lolla. Os ingleses do Kasabian e The Kooks agitaram a galera nas tardes de sábado e domingo com seus hits que bombam nas ~pixtas~ festas afora. E Jack (fuckin*) White, com toda sua malemolência, finalizou a noite de sábado intercalando músicas da carreira solo, do White Stripes e do Raconteurs: um showzaço que deixaria até Jimi Hendrix (<3) orgulhoso.

O ápice veio com o riff de Seven Nation Army (aquele que seu primo tá aprendendo agora na guitarra) seguido do coro uníssono do público. Se o Mr. White de Breaking Bad acha que é o verdadeiro perigo, lhes avisamos: o perigo é JACK White.

2 A nova geração do rock é foda

3. Vai ter eletrônico sim

Uma das coisas mais legais do Lollapalooza é que ele não é um festival DE ROCK. Ele une todas as tribos (como o Norvana)

No meio de tanto rock n’ roll, não dá pra ignorar que os shows que mais reuniram galera foram os tunti-tunti dos DJs. O show do Skrillex (que até se aventurou nas piruetas pulando de cima do palco enquanto mixava) ta aí pra comprovar isso. Rolou até um remix com a música do Rei Leão, gente! Já o Calvin Harris foi o assunto mais comentado no twitter, (porque né, todo mundo sabe cantar alguma música dele). Talvez tá aí a pista de que podemos esperar mais shows eletrônicos nas próximas edições, já que o sucesso é garantido.

PS: Prbns pra equipe do Lolla, a estrutura estava incrível e o som tão bom (= alto) que entrava na alma.

3 vai ter eletronico sim

 

4. O indie-pop ainda bomba muito

E o maior exemplo dessa edição foi o show do Foster The People: contagiante, os caras transformaram o Lolla em pista-indie-pop-dance-whatever e fizeram um dos shows mais pilhantes do domingo. A verdade é que as músicas certeiras da banda serviram pro seu propósito de animar o público e fazer todos cantarem seus ~hits indie~ (nesse show rolou também aquele momento s2 casal s2 lindo dançando abraçadinhos). Mesmo com só dois álbuns na bagagem, foi a segunda vez que o Foster The People veio pro Lollapalooza mostrar que de indie-pop dançante eles entendem.

4 o indie-pop ainda bomba muito

5. O rock brasileiro tá mais vivo do que nunca

Os meninos goianos da Boogarins nunca decepcionam, e não iam fazer diferente no Lollapalooza. Começando o show uma hora depois do previsto por mudanças na programação (sem problemas, nós esperaríamos o que fosse preciso), o rock psicodélico embalou os que chegaram cedo no sábado com jams viajantes. Destaque pra versão estendida de quase 10 minutos de Lucifernandis, exemplo lindo de conexão entre a banda e o público. <3

Já no domingo o rock brasuca se fez vivíssimo no show da Pitty, que resgatou aquela nostalgia adolescente e ainda mostrou o novo trabalho do disco SETEVIDAS. Lindo ver o coro de Me Adora cantado a capella pelo público, e o trechinho de Bom Senso do Tim Maia que rolou.

 5 o rock brasileiro tá mais vivo do que nunca

Comentários estão fechados.