Dezembro é o melhor mês do ano por motivos óbvios: Natal, presentes, amigo secreto, férias, décimo terceiro e, claro, listas de melhores álbuns do ano! Depois de 300 dias ouvindo novidades e tentando encaixá-las em alguma categoria, enfim, chegou o dia de compartilhar quais foram os discos de 2015 mais tocados na Youcom. Aguenta coração:

1. “Currents”, Tame Impala
Não tem quem não tenha curtido esse disco. Os fãs de ~vanguarda~ do Tame Impala até podem ter ficado #chateados com o som de “Currents”, o álbum é bem mais pop que os anteriores, mas de maneira nenhuma deixou de lado o rock psicodélico que fez o hype da banda. A diferença é que agora festa e Tame Impala são praticamente sinônimos.

tame-impala-currents
Pra ouvir: “The Less I Know The Better”, “Cause I’m A Man” e “Let It Happen”.

2. “Art Angels”, Grimes
A gente surta só de esperar o 3G carregar por 15 segundos, agora imagina aguardar 3 anos por um disco e ainda saber que nesse meio tempo músicas que poderiam ter sido hits foram descartadas. É, não foi fácil, mas a espera acabou e agora a gente pode ouvir quantas vezes quiser o novo da Grimes – que diga-se de passagem tá SENSACIONAL.
SPOILER ALERT: o novo disco da australiana tá com uma pegada bem mais pop. Portanto se você estiver esperando pelos ecos e sintetizadores experimentais dos álbuns anteriores, a dica é dar play de peito aberto!

grimesartangels
Pra ouvir: “Flesh Without Blood”, “Kill V. Maim” e “Venus Fly”.

3. “Sound & Color”, Alabama Shakes
Outra banda que se reinventou e provou que tudo que é bom pode ficar ainda melhor foi o Alabama Shakes. Os caras ainda flertam com as referências nostálgicas (1950, 60 e 70), mas não de forma tão previsível como no disco de estreia. Dessa vez a banda apostou num rock mais dançante que dá match perfeitamente com a voz incrível da vocalista Brittany Howard.
Quando foi a última vez que você se emocionou com um disco de rock? Bom, dê play porque essa é a hora pra acabar com esse hiato 🙂
Pra ouvir: “Don’t Wanna Fight”, “Sound & Color” e “Shoegaze”.

alabamashakessoundandcolor

4. “Sometimes I Sit And Think, And Sometimes I Just Sit ”, Courtney Barnett
Olha, fazia tempo que a gente não ouvia um disco de rock tão envolvente como “Sometimes I Sit And Think, And Sometimes I Just Sit”! O álbum de estreia da Courtney Barnett tem desde baladas até músicas explosivas e fala de forma muito natural sobre o dia-a-dia de um jovem. Já dá pra ver essa referência logo no nome do disco que é super nonsense… e a gente adora! Se joga você também.

courtneybarnett
Pra ouvir: “Elevator Operator”, “Nobody Really Cares If You Don’t Go To The Party” e “Depreston”.

5. “Multi-Love”, Unknown Mortal Orchestra
Só a história que originou esse disco já faz com que ele mereça estar nessa lista <3
“Multi-Love” é a síntese cantada e cifrada dos meses em que Ruban Nielson, guitarrista do Unknown Mortal Orchestra, sua esposa Jenny e os dois filhos do casal moraram com Laura – uma garota que Ruban conheceu em Tokyo, acabou mantendo contato e apresentando pra Jenny que também se apaixonou por ela.
O disco é um registro de como Ruban descobriu o poliamor e como essa experiência – que já acabou – mudou A VIDA DELE pra sempre. Vale a pena ouvir e prestar atenção nas letras que narram toda a história 🙂

umomultilove
Pra ouvir: “Multi-Love”, “Can’t Keep Checking My Phone” e “The World Is Crowded”.

6. “To Pimp A Butterfly”, Kendrick Lamar
“Eu não gosto de rap”. Bom, isso não é motivo pra não ouvir o novo disco do Kendrick Lamar que além de ser rap é também funk, rock e até mesmo jazz. Tem participações especiais de grandes nomes como George Clinton, Dr. Dre, Snoop Dogg e instrumentistas excelentes. Mas, acima de tudo, “To Pimp A Butterfly” é um registro importantíssimo sobre preconceito, hipocrisia, apropriação cultural, escravidão e capitalismo. Uma aula de história que cita Malcom X, Nelson Mandela, Alex Haley e Michael Jackson – ícones da luta negra.

kendricklamartopimpabutterfly
Pra ouvir: “King Kunta”, “i” e “Alright”.

7. “In Colour”, Jamie XX
Jamie XX lançou seu primeiro single, “Far Nearer”, em 2010 e desde lá enrola Deus e o mundo pra divulgar o seu disco solo. Depois de 5 anos, o cara finalmente liberou o “In Colour”. A gente gosta de dizer que o álbum é uma versão ensolarada do trabalho dele no The XX, banda que o tornou conhecido. Portanto, se você curte o som dos caras, com certeza, também vai gostar desse trabalho, que promete entrar pra suas playlists de aquece e não sair mais!

jamiexxincolour
Pra ouvir: “I Know There’s Gonna Be (Good Times)”, “Loud Places” e “Gosh”.

8. “Ratchet”, Shamir
Frenético: esse deveria ser o segundo nome de Shamir Bailey. O boy só tem VINTE anos e já se descreve no Twitter como “músico, comediante, cantor, rapper, twerker, chefe, escritor, cineasta, garoto do tumblr”. Claro que ele tava brincando no tweet, mas a verdade é que enquanto você ouvia Eliana e brincava de panelinha, ele já era fã de Billie Holiday, Nina Simone, Janis Joplin e Outkast.
E, claro, que essa pressa por viver acabou se refletindo nos sons do cara. As músicas do Shamir são do tipo que não dá pra ficar parado, sabe? Experimenta ouvir “On The Regular”, single do disco Ratchet, e não dançar. É quase impossível! Aproveita o embalo desse som e já engata nos outros chicletes do disco!

shamirratchet
Pra ouvir: “On The Regular”, “Vegas” e “Call It Off”.

9. “Communion”, Years & Years
O Years & Years ganhou o <3 de geral nos últimos anos depois de emplacar vários hits vindos dos seus EPs nas paradas e, em 2015, o trio lançou FINALMENTE o seu primeiro disco: Communion. Quem falava que os britânicos não iam conseguir manter o ritmo, mordeu a língua porque o álbum é repleto de músicas que emplacam fácil nas paradas. Esse é um daqueles discos ~good vibes~ pra deixar no carro, ouvir em looping e dificilmente enjoar. Experimenta!

yearsyearscommunion

Pra ouvir: “King”, “Desire” e “Shine”.

10. “How Big, How Blue, How Beautiful”, Florence + The Machine
Florence e sua banda já são nossos velhos conhecidos, mas já deu de escutar “Dog Days Are Over”, né? Pra quem andava com saudades do vocal inconfundível e das batidas dançantes, aqui vai uma dica: corre pra ouvir “How Big, How Blue, How Beautiful”. Nós sabemos que é difícil desapegar dos sons antigos, mas garantimos que os novos são tão bons quanto os que fizeram a gente colocar a Florence no posto de diva. E agora eternamente.

florenceandthemachinehowbighowbluehowbeautiful
Pra ouvir: “What Kind Of Man”, “Ship to Wreck” e “Delilah”.

E aí, qual é o seu queridinho? Deixa nos comentários 🙂

Comentários estão fechados.