Quem nunca ouviu uma música e viajou na sua narrativa ou ainda se emocionou com a sua poesia que atire a primeira pedra. Alguns músicos, além de escreverem letras incríveis também conseguem transpor esse talento pros livros. Nesse Dia do Escritor, a gente te apresenta alguns deles:

_PATTI SMITH

Nova York no final dos anos 1960 vivia um dos momentos culturais mais ricos da sua história. E foi nessa época que Patti Smith se mudou pra Big Apple. “Só Garotos”, lançado em 2010, narra a trajetória de uma das vozes mais importantes do punk, mas também traduz muito essa atmosfera efervescente que a cidade vivia na época. No seu livro mais famoso, Patti conta com a maior sensibilidade a sua história com o fotógrafo Robert Mapplethorpe. Além de fazer reflexões sobre amor, religiosidade, arte, música, fotografia. É daqueles livros de arrancar suspiros nossos. E a gente não duvida que o resto da sua biografia não faça o mesmo pela gente – assim como as suas músicas incríveis.

_BOB DYLAN

Bob Dylan construiu sua carreira contando boas histórias, e talvez tenha sido este o grande fator que o diferenciou dos outros músicos de folk music e que fizeram ele estourar lá nos anos 1960 e ter uma carreira sólida até hoje. Até mesmo o Nobel reconheceu isso lá em 2016 e deu um prêmio literário pra ele. Mas, pera aí, como um músico pode ganhar um prêmio de Literatura? Acontece que o americano tem uma autobiografia publicada e um punhado de textos poéticos experimentais agrupados no livro “Tarântula”, de 1971. Mas não foi por isso que ele levou um Nobel. Segundo a Academia Sueca, ele recebeu o prêmio “por ter criado uma nova expressão poética dentro da grande tradição norte-americana da música”. E tem como discordar disso?

_LETÍCIA NOVAES

Outra artista que sabe contar boas histórias é Letícia Novaes, a Letrux. No ano passado, ela ganhou nosso coração com o seu primeiro disco solo, “Letrux em Noite de Climão”, que nada mais é que um punhado de histórias tragicômicas sobre relacionamentos e personagens que se cruzam em um cenário de climão construído beat a beat por ela. E o livro lançado pela artista, lá em 2014, não foge muito disso. “Zaralha – Abri Minha Pasta” foi viabilizado através de financiamento coletivo e traz fotografias fofas e hilárias de álbuns de família da carioca, provas de escola, listas, poemas, emojis, jogos de boteco e devaneios da cantora que fazem em momentos a gente rir e em outros refletir – ou as duas coisas ao mesmo tempo.

_CHICO BUARQUE

“Raízes do Brasil”, de 1936, é um dos livros fundamentais para se entender a história do Brasil e incrivelmente (ou não) foi escrito pelo pai de Chico Buarque, que além de ser um expoente da música popular brasileira também já foi muito reconhecido pela sua literatura. E não é a toa, Chico é um dos exemplos mais bem sucedidas na transição de uma linguagem artística para a outra, se saindo tão bem nas suas composições como em seus romances e peças. Durante a ditadura, por exemplo, o carioca escreveu peças de grande sucesso como “Roda Viva” e “Calabar”. Isto sem falar dos romances publicados por ele, incluindo “Budapeste” e “Leite Derramado, que ganharam o prêmio Jabuti. Esse aí não brinca em serviço.

_MADONNA

Sabia que em 1992, Madonna não se contentou apenas em lançar o polêmico disco “Erotica” como também em criar uma obra literária que o acompanhasse? No dia seguinte ao lançamento do álbum, “Sex”, seu primeiro livro, estava nas ruas. A obra com fotos produzidas por Steven Meisel e com direção de arte de Fabien Baron deu o que falar por expor um lado fetichista da cantora. Mas quem diria que cerca de 10 anos depois, ela voltaria a se interessar por literatura, porém agora infantil? Ser mãe a inspirou a escrever uma série de livros lúdicos que foram super aclamados pela crítica e pelo público que adorou os contos de fadas que falam de algumas situações do cotidiano e tentam passar lições pros pequenos.

_PAUL MCCARTNEY

Só por ser um ex-Beatle e continuar na atividade compondo músicas, Paul McCartney já merecia estar nessa lista, porém a gente te conta mais uma coisa sobre ele: lá em 2005, Paul lançou o livro infantil “Lá no Alto das Nuvens”. Em parceria com o ilustrador Geoff Dunbar, o livro conta a história do esquilo Serelepe. Forçado a abandonar a floresta, destruída pelos planos de expansão da malvada Gadolfa, ele luta para encontrar a terra encantada Animália, um lugar onde os animais vivem livres. Através dessa história, Paul passa para as crianças um pouquinho da sua consciência ecológica. É fofo demais, né? 

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