A ciência diria que os músicos são fruto de 1% de inspiração e 99% de persistência. Não tem como negar, a gente é de humanas, e acredita que sem ter em quem se espelhar esses caras talvez não tivessem chegado ao nosso fone de ouvido. Ou, pelo menos, não da forma como fazem seus sons hoje.

Já parou pra pensar em quem te inspira a fazer o que você gosta? Seja no colégio ou no trabalho? Pois alguns dos nossos músicos do <3 já pararam pra refletir sobre isso e jogaram a sete ventos quais foram os sons que inspiraram eles a se tornarem o que são hoje. Reunimos 7 histórias legais de como músicos viraram músicos. Vem, uma pitada de inspiração não faz mal a ninguém:

1. St. Vincent

Você já deve ter ouvido mil vezes aquela história de “quem é filho de peixe, peixinho é” ou “o fruto não cai longe do pé” aplicada a músicos famosos. Mas, quando se fala da St. Vincent, a história se inverte um pouquinho.

A cantora não sofreu um empurrãozinho em direção a música vindo dos seus pais e sim por parte de um amigo da família.  O cara era frustrado porque os seus filhos não curtiam a coisa e quando viu St. Vincent vidrada na sua Fender Stratocaster (é um modelo de guitarra BEM famoso) a adotou como pupila.

Na época, a ainda Annie Clark, PIRAVA no som de Jimi Hendrix e pediu pra ele ensinar a tocar o riff “Purple Haze”. Bom, o resto da história a gente já sabe…

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2. Dan Auerbach (The Black Keys)

Acabamos de falar sobre famílias que influenciam filhos. Com Dan Auerbach foi bem assim. Na casa dele era comum todo mundo se juntar pra tocar e cantar sons juntos. Quando o vocalista e guitarrista do Black Keys fez 12 anos, não se aguentou de tanta curiosidade, e logo aprendeu a tocar “Angel Band”, do The Stanley Brothers”. A música simples que só leva três acordes mudou a vida dele. E de todo mundo que é fã de The Black Keys 🙂

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3. Emily Kokal (Warpaint)

Emily Kokal definitivamente não foi uma daquelas crianças que tocam em shows de talento da escola ou que simplesmente sonham em criar coragem de subir em um palco no futuro. Isso porque ela era super tímida. Por algum motivo quando ouviu “Darmamine”, do Modest Mouse, entendeu que a música abria espaço pros introvertidos e que nesse meio poderia se sentir confortável também.

Foi aí que em 2004, no dia dos namorados, ela montou junto com a amiga de infância Theresa Wayman nada mais nada menos que o Warpaint! Obrigado, Modest Mouse.

EmilyKokal

 

4. Justin Young (The Vaccines)

O que Emily Kokal tinha de tímida, Justin Young tinha de extrovertido. Acredita que quando ele era little (6, 7 anos) fazia versões a capela de músicas do Elvis Presley pros colegas de classe? Com direito a figurino e tudo mais! Own <3

Em entrevista, o hoje guitarrista e vocalista do The Vaccines explicou que se apaixonou por Elvis por ele ser uma figura não só interessante musicalmente, mas também muito interessante como personagem. Pro garotinho do interior da Inglaterra, ouvir “Hound Dog” pela primeira vez foi como viajar pro espaço. Bom, pelo foi assim que ele descreveu a experiência….

Justin Young

 

5. Father John Misty

Hoje, com tanta informação disponível na internet, é difícil alguém não saber o que é rock. Mesmo que não goste. Já parou pra pensar quando foi a primeira vez que você ouviu o gênero e como se sentiu? Pro Josh Tillman (aka Father John Misty) foi uma surpresa e tanto ouvir aquele som.

Filho dos anos 1980, quando era pequeno ganhou um disco dos Muppets (aquele desenho, sabe?) no qual havia uma versão de “My Generation”, do The Who. Foi amor a primeira vista.

Father John Misty

 

6. Danger Mouse

Diferente de muitos dessa lista, o DJ Danger Mouse não cresceu ouvindo rock clássico. Prova disso é que com 19 anos que ele foi conhecer o estilo, de verdade.

A história é que o cara estava em um bar quando tocou “Wish You Were Here”, do Pink Floyd. Ele achou incrível o solo de guitarra da música e perguntou pro bartender que som era aquele. O atendente achou que ele tava de brincadeira. Na hora, foi uma mistura de felicidade e alegria tão forte, que ele resolveu que aquilo ali ia ser sua profissão pro resto da vida.

dangerspan

7. Conor Oberst

A gente não tem bola de cristal pra saber qual foi o primeiro som que Conor Oberst ouviu na vida. Porém, sabemos que a primeira música que chamou a atenção do fundador do Bright Eyes foi “Wave Of Mutilation”, do The Pixies. As letras com versos estranhos e as melodias estrondosas fizeram o cara ouvir música de uma forma diferente.

Tá aí a prova CLARA que ser influenciado por um som não quer dizer fazer igualzinho. Pra quem não sabe, o Pixies é uma banda dos anos 1980 super explosiva, de rock alternativo. Digamos assim, que não tem muito a ver com o som tranquilinho que o Bright Eyes faz…

ConorOberst

E aí, deu tempo de pensar no que te inspira? 🙂

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