Consegue lembrar o que você ouvia um tempo atrás? Seja guilty pleasure ou não, o fato é que a gente muda com o tempo: a forma de se vestir, o cabelo e, óbvio, o gosto musical. Com os caras das nossas bandas favoritas não é diferente. Por esses e outros motivos surgem projetos paralelos INCRÍVEIS.

Todo artista que se preze já teve um projeto paralelo pra exorcizar novas referências musicais. Vários a gente se lembra: Dave Grohl com o The Crooked Vultures, Jack White  com o Raconteurs e o Dead Weather, Alex Turner com o Last Shadow Puppets, Damon Albarn com o Gorillaz. Chegou a hora de você conhecer projetos paralelos menos conhecidos, mas não menos empolgantes:

 

Para ler ouvindo: clique aqui.

 

1. Nickel Eye (Nikolai Fraiture, Strokes)

Depois de 3 anos sem lançar nada com o Strokes, Nikolai Fraiture (baixista dos papais do indie rock) já tava de saco cheio. Os ex-colegas de banda estavam todos com projetos paralelos pilhantes e não seria ele a ficar de fora, né? Foi aí que o cara teve a ideia de desenterrar uns poemas de quando ele tinha 17 aninhos e os transformar em música. E, tã dã: nasceu o Nickel Eye.

SPOILER ALERT: se você está esperando uma cópia do Strokes, vá tirando o cavalinho da chuva.

Neil Young, The Kinks e Leonard Cohen são influências claras da banda, que tem uma pegada indie, mas flerta com o folk. No projeto, Nikolai é pau pra toda obra: canta, toca guitarra, baixo, contrabaixo, gaita. Mas na gravação do disco ele contou com a ajuda dos pianos de Regina Spektor e de Nick Zinner, guitarrista do Yeah Yeah Yeahs. Vale muito a pena ouvir esse som 🙂

Nickel Eye

 

2. David Byrne + St. Vincent

Do Talking Heads até o encontro com Caetano Veloso e Tom Zé, David Byrne sempre curtiu fazer parcerias. O último projeto paralelo do cara é com a talentosíssima Annie Clark (a St. Vincent, sabe?). As músicas do duo fogem um pouco do que o veterano do rock costuma fazer: o som é um groove-funk misturado com pop (de primeira) que deu muito certo!

David_Byrne_St_Vincent

 

 

3. Bleachers (Jack Antonoff, Fun.)

Durante quase 1 ano, Jack Antonoff escondeu o Bleachers da gente. O projeto paralelo do guitarrista do Fun. virou febre quando tocou em um episódio da série Girls, da HBO (ps: a série é dirigida e estrelada pela Lena Dunham, namorada do cara). Depois do “lançamento” de Take Me Away, ele não fez questão de explicar o porque de tocar sem o Fun.

Até o disco “Strange Desire” vir a público, o projeto paralelo ficou em segredo. Agora que a banda não é mais top secret, dá pra perceber que o indie-pop deles é fortemente influenciado pelo enredo dos filmes de John Hughes como Clube dos 5, Curtindo a Vida Adoidado e A Garota de Rosa Shocking. Massa, né?

Bleachers

 

 

4. Mt. Desolation (Tim Rice-Oxley e Jesse Quin, Keane)

Keane + Mumford & Sons + The Killers + Noah and The Whale: já imaginou juntar todos esses sons em uma banda só? O Mt. Desolation já fez a mão de pensar por você. A banda é um projeto paralelo do Tim Rice-Oxley e do Jesse Quin, do Keane, que chamaram toda essa galera de outras bandas para fazer participações especiais em um disco de folk/country de primeira 🙂

Mt_Desolation

 

5. Mini Mansions (Michael Shuman, Queens Of The Stone Age)

O Mini Mansions é o projeto paralelo do Michael Shuman, baixista do Queens of The Stone Age. A novidade é que nessa banda ele toca bateria e canta! E faz tudo isso de pé. Os caras fazem um rock psicodélico muito massa com uma pegada mais pesada em alguns momentos. Já foram comparados até com Beatles, Elliot Smith e T-Rex.

Mini_Mansions

 

6. Luziluzia (Raphael Vaz e Benke Ferraz, do Boogarins)

A cena independente de Goiás tá repleta de bandas que dividem integrantes. Uma delas é a Luziluzia que é formada metade pelos Boogarins, metade pela Riverbreeze. Ecos, delays e reverbs são utilizados constantemente no som dos goianos pra cumprir a díficil missão de unir pop com psicodelia. E, olha, eles cumprem essa missão SUPER bem.

Luziluzia

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