Certa vez um crítico argumentou que Jack White pode ser o único grande rockstar contemporâneo. Velho o bastante para ter sua relevância histórica garantida (perdão, Alex Turner), mas novo o suficiente para ainda não ter atingido seu auge (perdão, Dave Grohl). Mas, como toda boa lenda, é construída parte por verdades e parte por… Menos verdades.

Aqui vão 10 factoides para entender melhor o tio Jack, em homenagem ao recém-lançado segundo álbum solo, “Lazaretto”.

E, já que estamos aqui, uma boa seria ler a lista ouvindo as nossas favoritas do Jack 😉

1. Jack… Não White

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A começar pelo próprio nome do sujeito. Jack White III é um nome que foi adotado ao longo da carreira. Por nascimento, ele se chama John Anthony Gillis. Tudo que você sabe é uma mentira.

2. Mas então, de onde veio “White”?

Ah, esse ele pegou emprestado da Meg. 🙂

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Na verdade ela é a ex-esposa dele. Casados em 1996 e separados em 2000, mas continuaram bons amigos, além de colegas musicais. Em um ato não tradicional, o noivo pegou o sobrenome da noiva, provavelmente por que The Gillis Stripes seria um péssimo nome de banda. Ambos serviram como dama de honra e padrinho de novos casamentos um do outro, respectivamente.

3. Número III

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O “III” no final do nome artístico é um detalhe que Jack adicionou pela sua fascinação com o número, que ele considera “mágico” e “perfeito”. Um conceito que existe desde a arte clássica. Dá para ver, por exemplo, no nome da gravadora dele, Third Man Records, e no número de bandas que ele teve/tem: The White Stripes, The Raconteurs e The Dead Weather.

4. Guitarra de plástico

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A guitarra que ficou famosa na época do White Stripes é a JB Hutto Montgomery Airline, considerada uma guitarra de qualidade mediana, feita entre 1958-68 para ser vendida por correio. Por causa do seu som único e do aumento da demanda no rock atual, elas estão cada vez mais raras e cobiçadas.

Ah, na loja da Third Man Records em Nashville dá para se fazer uma miniatura de plástico na hora!

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5. Jack White, o padre

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Por pouco o nosso rockstar não virou padre! Chegou a ser aceito no seminário, mas mudou de ideia quando percebeu que provavelmente não poderia levar seu recém-comprado amplificador. Todos juntos agora: “uuuuuuuuuufa”.

6. Jack White, o estofador

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Depois da sua breve carreira eclesiástica, Jack foi deu o próximo passo na vida de qualquer roqueiro: virou forrador de estofados, lógico. Dentro dos móveis concertados, ele escondia poemas e até discos caseiros. Que tal seria encontrar um desses, hein?

7. O mestre do vinil

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Aqui vão apenas alguns dos feitos de Jack White que ajudaram a rejuvenescer toda uma indústria tida como morta:

– Gravar o LP mais rápido da história:

– Abrir uma loja móvel de discos:

– Inventar o disco triplo:

– Inventar o Ultra LP:

– Quebrar recordes com “Lazaretto”, o álbum mais vendido em vinil desde “Vitalogy”, do Pearl Jam, em 1994.

8. Festa de Divórcio

Jack White with now ex-wife Karen Elson

Depois de seis anos casado com a modelo britânica Karen Elson (que apareceu no clipe de Blue Orchid), o casal se divorciou da melhor maneira possível, fazendo uma festa louca para amigos e familiares. Existe algo de poético em celebrar o tempo que estiveram juntos ao invés de lamentar a separação?

9. Fitas + Lâminas de barbear = Disco

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Um grande adepto dos equipamentos analógicos e figurativamente alérgico ao digital, por muito tempo Jack White só gravava em fitas magnéticas e editava as músicas usando lâminas de barbear. No último disco solo, porém, ele admitiu ter usada “um pouco” do computador para atingir certos efeitos.

10. Setlists são para os fracos

Apesar do visual superplanejado, os shows são tudo menos isso. Jack se recusa a usar setlists e roteiros, valorizando a improvisação e o espontâneo. Bom, parece difícil, mas funciona.

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