De guardanapos surrados, caderninhos de hotel, bloco de notas do iPhone e imagens inesquecíveis gravadas na memória surgiu o livro Não Conta Lá Em Casa, versão literária, “não oficial” e com outros horizontes do programa de TV homônimo (passa no Multishow, quartas-feiras, às 22h), que o jornalista André Fran acaba de lançar.

Depois de pousos em Mianmar, Irã, Etiópia, Afesganistão, na Califórnia e até na Disney — o NCLC tem foco em geopolítica e zonas de conflito, mas ele também tem direito à sombra e água fresca de vez em quando! —,  e entre as novas aventuras que vêm pela frente com a sexta temporada do programa, o André bateu um papo com a gente.

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André veste YOUCOM

Conta pra gente sobre esse livro. Como foi o processo de criação, você foi escrevendo durante as cinco temporadas do programa ou sentou e deixou fluir de uma vez só? O que ele tem de diferente dos episódios pra TV?
O livro é um projeto pessoal meu. Não são pensamentos dos meus colegas (porventura, até podem ser) ou uma visão oficial do NCLC. De cara, eu não queria fazer apenas uma versão do que foi ar pelo programa. O livro narra algumas das viagens sob a minha perspectiva e com minhas opiniões, conclusões e divagações sobre os lugares que vi, as pessoas que conheci e as causas e conflitos com as quais tive que lidar. Durante as viagens, era impossível parar e escrever e refletir com calma sobre as situações vivenciadas. Então fui anotando em guardanapos surrados, caderninho de hotel, no iPhone… onde dava, eu anotava um insight ou tópicos e depois desenvolvia quando retornava pro Brasil. No final, foi mais o trabalho de encadear todas as histórias e acrescentar alguns casos de bastidores, dicas de viagens etc.

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A capa do livro, imagem de registro do André no Afeganistão

O Não Conta Lá Em Casa surgiu de um projeto pessoal, certo? Como jornalista e publicitário, com o que você trabalhava antes? Como foi ir pra frente das câmeras?
O NCLC foi a melhor maneira que eu, Felipe UFO, Leondre Campos e Bruno Pesca encontramos para levar a frente um projeto de vida, mesmo: que era viajar, conhecer e atuar nas grandes causas da humanidade.  A parte de ir para a frente das câmeras era o pior, pois a série para a TV foi apenas o formato que achamos mais adequado e eficiente para apresentar o maior número de questões para o maior número de pessoas. Já trabalhei em redações e agências de publicidade há muito tempo e percebi que não era pra mim.
 
Fala um pouco sobre como esses lugares pelos quais você passou te marcaram.
Todos me marcaram de formas diferentes, seja de maneira positiva ou negativa. A disciplina japonesa no pós-tsunami, a tranquilidade de viajar por um hospitaleiro Irã, a surrealidade de fazer turismo na Coreia do Norte, a tragédia da guerra vista de perto no instável Iraque, a beleza de Tuvalu, paraíso que vai sumir do mapa por conta do aquecimento global…

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André no Japão pós-tsunami

Além de escrever sobre os lugares por onde passa, você também tira muitas fotos?
Fotografo só com o celular e as melhores jogo no Instagram. O avanço tecnológico somado à surrealidade dos cenários que vi por aí colaboraram para que as imagens sejam bem legais, apesar de eu não ter a mínima vocação ou interesse em fotografia.

Quando você não está gravando o Não Conta Lá Em Casa, pra onde gosta de viajar, de ir pra descansar, se divertir?
Qualquer lugar! Nas férias, já fui para a agitada Califórnia, me diverti na Disney, curti as praias da Grécia, a histórica Istambul ou a modernidade zen do Japão.

E para acabar, quais são as dicas que você dá pra quem quer ser um viajante?
Se largue na estrada sem destino e sem medo. Vai valer a pena, com certeza. Se quiser ir a lugares mais perigosos, vale a pena dar uma consultada com um local antes de seguir viagem.

Pra acompanhar o André, siga-o no Twitter, no qual ele sempre lança seus insights momentâneos, no Facebook, onde ele curte soltar algumas ideias para debate, e o blog do Não Conta Lá Em Casa, onde ele desenvolve alguns assuntos com mais profundidade.

Atitude é a nossa marca!

Fotos: Matias Maxx e arquivo pessoal

 

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